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Previsão de demanda na indústria: o que é e como fazer?

Um dos grandes desafios que os gestores enfrentam na rotina consiste na criação da previsão de demanda na indústria. Quando bem-sucedida, ela contribui para otimizar o planejamento das aquisições e evitar faltas e excessos de estoque ao longo do processo produtivo.

Neste post, vamos explicar o que é, por que ela é importante para o setor e como pode ser feita. Quer saber mais sobre o assunto? Então, continue conosco e confira agora mesmo!

O que é a previsão de demanda?

Como o próprio nome sugere, a previsão de demanda consiste na elaboração de uma previsão a respeito da procura pelos produtos. Em outras palavras, é uma antecipação que envolve diversos fatores (econômico, financeiro e mercadológico) e que permite tomar decisões mais acertadas acerca dos processos e da elaboração e estratégias mais eficazes.

O objetivo da previsão de demanda na indústria é identificar a provável procura pelos produtos da empresa para que os gestores consigam tomar decisões precisas ligadas a preços, possibilidade de expansão e necessidade de mudanças no planejamento, por exemplo.

Dessa forma, se é identificada a possibilidade de haver aumento na procura em um futuro próximo, torna-se possível ajustar o planejamento e aprimorar as operações. Deste modo, os riscos são reduzidos e, por outro lado, a competitividade e a lucratividade são aumentadas.

Vale destacar que essa atividade é diretamente ligada à gestão de estoque, visto que qualquer erro (ou a falta de estimativa) pode provocar problemas como faltas e excessos — e possíveis desperdícios —, que podem prejudicar os resultados operacionais e financeiros.

Por que fazer a previsão de demanda na indústria?

A realização da previsão de demanda na indústria proporciona diversos benefícios para a empresa, entre os principais:

  • otimizar o planejamento da produção;
  • controlar o orçamento destinado aos processos produtivos;
  • facilitar o planejamento da necessidade de mão de obra;
  • realizar as aquisições de matérias-primas e insumos de forma mais acertada;
  • elaborar previsões financeiras mais eficazes;
  • otimizar a aquisição e no uso dos recursos;
  • melhorar a negociação com fornecedores;
  • reduzir os custos com desperdícios;
  • evitar problemas como sub ou superprodução;
  • elaborar estratégias de preço eficientes.

Nesse último caso, ela é especialmente importante caso as oscilações da demanda influenciam no preço — ou se os clientes se mostram bem sensíveis a ele. Assim, a formação do preço de venda vai além dos aspectos técnicos e passa a considerar a possibilidade de oferecer a melhor oferta sem que se perca em lucratividade.

Isso quer dizer que essa atividade também afeta, de forma positiva, os resultados financeiros da organização. Com as aquisições sendo feitas de maneira mais eficiente, o capital de giro passa a ser melhor aproveitado, o fluxo de caixa apresenta desempenho mais satisfatório e a saúde financeira é melhorada.

Afinal, como ela pode ser realizada?

A previsão de demanda na indústria — e a obtenção de resultados satisfatórios por meio dela — não é um processo simples, mas os passos a seguir ajudam a entender como ela pode ser realizada em uma empresa.

Definição dos objetivos

Antes de mais nada, os objetivos são essenciais para que os gestores tenham um norte a respeito de qual caminho seguir e, sobretudo, como mensurar os resultados alcançados. Entre as metas que podem ser estabelecidas ao realizar esse tipo de análise, podemos citar:

  • avaliar a viabilidade de entrar em novos mercados;
  • adotar a precificação dinâmica (variação de acordo com a oferta e procura);
  • planejar a produção com maior eficiência e eficácia;
  • eliminar (ou minimizar) problemas como falta e excessos de estoques;
  • identificar a necessidade de contratar mão de obra adicional.

Definição do horizonte

Depois que os objetivos são estabelecidos, é o momento de definir o horizonte temporal do planejamento da demanda, ou seja, qual é a duração do tempo na qual ela será estimada.

Para uma indústria de móveis, por exemplo, pode se tratar da estimativa da necessidade de aço, madeira e outros componentes (como cantoneiras e puxadores) pelo período de 6 meses — o horizonte temporal, nesse caso, é de um semestre.

Definição do modelo de previsão

Agora, é o momento de escolher o modelo de estimativa e a metodologia que será utilizada. O profissional responsável deve identificar qual é o mais adequado e que pode trazer os resultados mais satisfatórios. De maneira geral, existem duas formas de realizar esse trabalho. Conheça-as nos próximos tópicos.

Pesquisa qualitativa

Nesse caso, é feita uma pesquisa com os clientes para entender melhor suas opiniões a respeito de determinado produto e as intenções de compra. Ela é mais indicada para as projeções em curtos períodos de tempo. Além disso, o modelo qualitativo pode ser feito por meio de:

  • força de vendas;
  • analogia histórica;
  • método Delphi.

Pesquisa quantitativa

É feita com base em um método estatístico e, portanto, mais confiável (e menos subjetiva) que a pesquisa qualitativa. É bem indicada para projeções realizadas com períodos de tempos mais longos. Entre os vários métodos que podem ser adotados, existem:

  • projeção de tendência;
  • regressão simples;
  • regressão múltipla;
  • decomposição;
  • média móvel;
  • suavização potencial.

Vale destacar que esse método da pesquisa quantitativa é o mais utilizado pelas empresas — principalmente por ter um custo de execução menor e por trazer o aspecto da confiabilidade, uma vez que trabalha com dados sólidos.

Coleta dos dados

Agora que a metodologia já foi definida, é o momento de coletar os dados necessários para a realização do trabalho. Um questionário sobre as intenções de compras e o acompanhamento das mudanças mercadológicas são recursos que podem ser utilizados para o trabalho.

Interpretação dos resultados e criação de estimativas

Depois que os dados foram coletados, é o momento de prever qual será a demanda para o período definido. Para isso, vale a pena criar uma equipe multidisciplinar, que vai fornecer diferentes pontos de vista e outras análises que podem contribuir positivamente para um resultado mais acertado.

Um exemplo disso é a participação de profissionais da área de estoques e de custos, que conseguem apontar o histórico, sazonalidade e as variações no preço dos insumos — fatores que podem afetar o desempenho da análise e das decisões tomadas a partir dela.

A ajuda da tecnologia

É possível contar com ferramentas que ajudam a realizar a previsão de demanda, abastecendo os responsáveis com informações valiosas a respeito dos padrões, tendências e dados que otimizem os resultados alcançados. Por meio delas, é possível acompanhar históricos e criar estimativas cada vez mais realistas a respeito do que se pode esperar para determinado período.

A realização da previsão de demanda na indústria permite que as empresas se antecipem às demandas do mercado em um cenário anterior a elas se concretizarem. Adotá-la na rotina permite que decisões mais inteligentes sejam tomadas — e isso vale tanto para a aquisição de matéria-prima quanto na negociação e comercialização dos produtos manufaturados.

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