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Indústrias de papel e celulose: erros e desafios comuns na manutenção

Alcançar a eficiência operacional em uma indústria de papel e celulose pode ser um desafio e tanto. Afinal, assim como em outras áreas, é preciso ter atenção redobrada a determinados fatores. Tendo em vista a grande importância do tema, preparamos este artigo. Para isso, conversamos com Rafael Tavares, que trabalha como assessor de assistência técnica na PETRONAS.

Ao longo do artigo, você encontrará uma série de informações relevantes sobre os erros e cuidados mais comuns nesse setor. Também comentaremos a respeito das particularidades ligadas aos equipamentos e à manutenção. Continue lendo até o fim para saber mais!

Quais são as particularidades da indústria de papel e celulose?

De acordo com o especialista, a indústria de papel e celulose apresenta pontos parecidos com outras indústrias — ela tem redutores, turbinas e afins. Porém, quando falamos de sua parte central, isto é, da máquina de papel, é preciso considerar algumas exigências específicas, como:

  • alta temperatura;
  • contato frequente com água ou vapor d’água;
  • e resistência ao desgaste.

Vale ressaltar que algumas empresas usam o método integrado de fabricação, ou seja, extraem a matéria-prima (pinho e eucalipto) e trabalham com ela até transformá-la em papel. Outras organizações produzem somente a celulose. Apesar disso, quase não há mais trabalhos manuais nessa indústria, porque a maioria dos estágios são feitos com o auxílio de um equipamento.

O principal deles, a máquina de papel, funciona como um corredor gigantesco. Nela, a polpa passa por vários cilindros que vão secando e ajustando sua espessura. “Dependendo da gramatura do papel desejada, ajusta-se a distância entre os rolos. A polpa é então secada e bobinada para depois fazer os cortes necessários. Isso é fundamental, porque a polpa vem úmida demais. Não é à toa que um secador é utilizado no início”, pontua o assessor.

“Quando a celulose começa a secar e se transformar em folha de papel, toneladas serão produzidas de maneira contínua”, explica Rafael. Portanto, “se ocorrer algum desgaste excessivo no mancal, as variações poderão criar diferentes espessuras no papel”. Além disso, ele pode ser cortado antes do término do bobinamento, reiniciando o processo — algo bastante prejudicial para a cadeia produtiva.

Dessa forma, não é nenhum exagero dizer que cada parte dessa indústria têm equipamentos que demandam atenção. A questão do desgaste em excesso, por exemplo, indica que eventuais falhas nessa etapa levam a complicações maiores, como falta de uniformidade.

Como funciona a lubrificação nessa indústria?

Considerando os requisitos indicados por Rafael, a necessidade de trabalhar com altas temperaturas e umidade é essencial para não atrapalhar no resultado final. “Por conta disso, o óleo precisa ter uma boa resistência à oxidação, porque o calor pode ocasioná-la. O lubrificante precisa contar também com a característica da demulsibilidade — capacidade de se separar da água”, afirma.

No processamento da madeira, há um equipamento conhecido como chipper, cuja função é quebrar as lascas em porções menores, chamadas de chips. A máquina trabalha com uma vibração muito grande, gerada a partir do encontro das toras de madeira com as lâminas para cortá-las.

Esse equipamento tem um motor acoplado a um redutor para girar a lâmina e outros mancais de suporte. Ele ainda tem um cilindro e um tambor grandes, responsáveis pela movimentação que gera a cisão na madeira. Em virtude dessa estrutura, é primordial usar lubrificantes adequados nos acoplamentos, bem como nos mancais. Assim, mesmo com a intensidade elevada dos impactos, o desgaste é evitado.

Há, ainda, os lavadores de polpa. Afinal, ela apresenta uma coloração escura quando é tirada do digestor, componente que contém uma grande carga de elementos químicos. Portanto, a polpa deve ser completamente limpa. “Para completar o branqueamento da polpa, é preciso inseri-la em um equipamento específico — a bleaching tower — antes colocá-la no maquinário de papel”, explica Rafael.

bleaching tower, por sua vez, tem redutores, mancais e motores elétricos. No redutor industrial, vale a pena usar um produto premium, capaz de suportar condições severas. Como a operação de branqueamento acontece a 95°C, a resistência à temperatura é um ponto-chave. Outro aspecto vital para a lubrificação nessa indústria são os mancais do equipamento de papel.

Para atuar nas condições exigidas, é preciso usar um lubrificante com excelente demulsibilidade. Desse modo, vale a pena comparar o rendimento obtido em testes desenvolvidos com essa finalidade (TOST não está relacionado com a demulsibilidade).

Quais são os cuidados primordiais?

Rafael indica que “altas temperaturas e água podem gerar vapor o que ocasiona a aeração do lubrificante. Consequentemente, ele deve ter um bom controle de espuma — algo que é obtido por meio de um aditivo específico”.

Como mencionado, o calor também acelera o processo de oxidação do lubrificante. Desse modo, ele precisa apresentar boa resistência a esse processo, mantendo os níveis de desempenho sob alta temperatura. As propriedades de viscosidade têm que se manter ao longo do período de uso.

Quais os erros frequentes na manutenção de uma indústria de papel e celulose?

Para Rafael, “a não aplicação do produto correto é um dos erros comuns. Nos equipamentos mais críticos, as indústrias geralmente utilizam o produto adequado, porque a perda é muito grande, já que é preciso parar o maquinário e o processo”.

“No entanto, em equipamentos secundários, como redutores e mancais, nem sempre utilizam o lubrificante ideal. Ao contrário do que muitos pensam, isso pode ser prejudicial”, completa o assessor. De acordo com ele, apostar somente na manutenção corretiva, deixando a preventiva de lado, além de descuidar do período de troca dos lubrificantes, são falhas graves.  Ademais, ele também recomenda seguir as orientações dos fabricantes dos equipamentos e obedecer aos intervalos definidos previamente.

Enfim, a indústria de papel e celulose é complexa e repleta de particularidades. Ainda assim, com a devida atenção e o uso dos produtos adequados, na quantidade e na periodicidade ideais, o desempenho e a produtividade podem ser bastante elevados.



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